PREPARANDO A VOLTA DO CULTO PRESENCIAL

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Com a diminuição do contágio da Covid 19, aos poucos ocorre a flexibilização das rígidas medidas de proteção contra a pandemia: fechamento do comércio, de estabelecimento de ensino, trabalho e culto; controle de veículos nas estradas e voos nos aeroportos; isolamento em família, etc. Diante da flexibilização, os templos católicos, em vários lugares do Brasil, estão abrindo ao culto presencial, guardando as medidas recomendadas de cuidado sanitário.

A Igreja no Ceará, através de seus bispos, mantém a decisão de continuar o culto, transmitido por meios digitais. Quanto à Diocese de Iguatu permanecerá durante o mês de agosto com seus templos fechados. Há, porém, a possibilidade de abri-los, já no início de setembro, caso não surja uma segunda onda. Para tanto, é preciso uma atenta e cautelosa preparação das pessoas e do ambiente da celebração. É necessário também acompanhar a evolução da pandemia.

Cabe aos padres e diáconos prepararem o retorno com medidas de cuidado para evitarem a contaminação das pessoas que retomam sua prática cultual. Seja o mês de agosto dedicado a esta tarefa que requer ampla cooperação dos fiéis católicos. Não podendo haver improvisação, urge iniciar logo os preparativos, especialmente a compra do material necessário.

A abertura será gradual, primeiro 30%, a seguir 50%, 70% até alcançar aos 100% da capacidade do templo. Aconselho que se busque auxílio e orientação junto à Secretaria de Saúde do respectivo Município como proceder à higienização do templo e dependências inclusive a sacristia. É preciso a compra de termômetros infravermelhos e de álcool antisséptico 70%.

Com as devidas licenças, pode haver celebrações na praça pública ou no átrio da igreja ou mesmo no salão paroquial, se for arejado, ou numa quadra de esportes. Seja onde for, precisa prever assentos pré-estabelecidos e as pessoas mantenham um distanciamento mínimo de dois metros uma das outras. O mesmo vale para concelebrantes, coroinhas, cantores, leitores e ministros da comunhão eucarística. Os assentos sejam sinalizados, exceto quando forem membros da mesma família que não precisam ser distanciados.

Permanece obrigatório o uso de máscaras, exceto para o presidente da celebração. As máscaras cubram a boca e o nariz. Não se faça o abraço da paz. A Comunhão Eucarística seja na mão e de preferência dada pelos ministros leigos (cf. Prot. N 720/85 da CNBB). Se possível, use a pinça eucarística para a comunhão sacramental. As doações e a oferta do dízimo serão feitas após a celebração, seguindo a orientação da equipe de voluntários que evitará aglomerações na saída.

Haja acréscimo do número de missas nos finais de semana para atingir um número maior de pessoas; entre missa e outra, o templo tem que ser higienizado. É preciso providenciar forma de cadastro para, antecipadamente, marcar e confirmar a participação com limite a cada família, sem crianças, idosos e doentes. É vedada marcação por terceiros.

Maiores detalhes darão os párocos e reitores de igrejas ao seu povo, no mês preparatório. É certo que o retorno às celebrações presenciais será fonte de alegria para todos que desejam e esperam. O Senhor há de confortar quem perdeu entes queridos. Dará saúde e paz a nós todos.

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