BELEZA DO NATAL

Aproximam-se os festejos do Natal. Somos capazes de ser tocados pela sua beleza interior e não apenas embelezá-lo com a nossa criatividade.

A beleza genuína do Natal é para ser descoberta. Compete a cada pessoa e a todas as gerações que se sucedem. É o redescobrimento, no tempo presente, do acontecimento passado: o Nascimento de Jesus na sua verdade e na sua bondade.

A redescoberta se dá na família reunida, na liturgia celebrada, nas ações e atitudes marcantes para a vida dos que festejam. Novena, ceia, presépio, presentes, cartões, a missa festiva, a partilha de bens com os pobres, são os ingredientes visíveis. Eles sugerem e apontam para o aprofundamento ou a interiorização. Caso contrário, dissipa-se o Natal. Torna- se uma festa social como qualquer outra e até mais superficial. Por isso, ela supõe meditação, oração, o recolhimento, ainda que por alguns momentos. Exige espiritualidade.

Alcançar a verdade e a bondade do Natal, após dois mil anos, e em meio às mudanças acelerantes do mundo atual, não é fácil nem acessível a todos. Desafia-nos. Significa um ato de vontade: deixar-se provocar por aquilo que a festividade possui e os textos bíblicos transmitem em narrativas belas, porém, simples.

Deus-Pai nos deu o seu Filho único, nascido da Virgem Maria, sob o poder do Espírito Santo, ou, como diz São Paulo aos Gálatas: “nascido sob a Lei e nascido de Mulher”. Deus se faz um de nós, torna- se nosso irmão solidário e companheiro, para nos redimir e salvar e nos dar a eternidade feliz. O Natal é, pois, um ato de bondade graciosa, pois, Jesus, “sendo rico se faz pobre para nos enriquecer”. A frase pertence ao apóstolo Paulo.

A cena evangélica do Nascimento do Senhor nos apresenta a multidão do exército celeste, cantando para a glória de Deus, a paz entre os homens por Ele amados. O cântico se faz mensagem e é ensinamento. Certamente por isso, não se celebra a Natividade sem coral e sem canto, mas com arte e louvação.

O conteúdo ou a poesia dos cânticos natalinos são de todos os tempos. À semelhança do salmo, o cântico é novo, para o Menino. Traz a novidade de cada pessoa e de todas as gerações que cantam para Ele. Será novo para quem se dispuser a cantá-lo.

Jesus é nosso canto e é nosso cantar. Ele entra no coral e não faz solo, pois canta em coro nosso hino. Sua voz se junta às nossas. Assume, de fato, nossos prazeres e nossa razão de cantar. Se na manjedoura assumia nossa pobreza e até as dores, nos braços de Maria e de José sente o prazer de viver no afeto familiar.

De novo, é Natal. É Natal em Iguatu, Solonópole, Quixelô, Irapuan Pinheiro, Milhã, Cariús, Mombaça, Arneiroz, Saboeiro, Senador Pompeu, Aiuaba, Acopiara, Orós, Catarina, Icó, Lima Campos, Mineirolândia, Piquet Carneiro, Acopiara, Jucás, São Pedro do Norte, Cedro, Pedra Branca por onde a Igreja Diocesana se espalha até as Comunidades e as mais distantes.

É tempo de preparação imediata para a dimensão espiritual da festa. Entramos na derradeira semana do advento. Acompanham-nos as figuras insubstituíveis de José e de Maria. Sem eles e o Espírito Santo, não há Nascimento do Senhor.

Quanto ao Natal de 2016, não acontecerá sem nossa participação. Por isso, desejamos boas festas natalinas e com as alegrias da paz que os anjos cantaram. Portanto, alegremo-nos no Senhor!

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