14 de abril de 2018 ASSEMBLEIA GERAL 2018

ASSEMBLEIA GERAL 2018

Os Bispos do Brasil estão reunidos na Assembleia Geral, em Aparecida. É tempo de convivência para aprofundar as urgências e desafios da evangelização contemporânea. Manifesta a corresponsabilidade na obra comum e o afeto colegial entre os irmãos no episcopado. Visibiliza a unidade e a comunhão, na fé e no amor, inclusive o sadio pluralismo na diversidade. Unidos, não uniformes. Visa ao consenso na ação, alcançado pelo diálogo, na liberdade da fala e da votação. O ambiente é de respeito mútuo. A programação e a metodologia favorecem ao estudo, à reflexão, à conversação, à convergência, à decisão, à oração e ao congraçamento.

O início acontece com a invocação ao Espírito Santo. A Eucaristia diária com a recitação do Ofício Divino ressalta a centralidade dada ao Cristo. Os Bispos rezam e cantam, unidos à Mãe de Jesus, no seu Santuário, à semelhança dos apóstolos no cenáculo. Reservam um dia de espiritualidade para o retiro, no silêncio orante, concluído com a celebração do Sacramento da Penitência. Nunca falta a acolhida, alegre e simpática, aos Bispos recém-nomeados.  Fazem o sufrágio pelos que morreram recentemente, reconhecendo-lhes a entrega da vida ao pastoreio no testemunho da fé.

Nesta Assembleia de 2018, elaborarão as Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil.  Vários aspectos da formação integral e permanente hão de ser abordados minuciosamente, sejam para os candidatos à vida sacerdotal, sejam para os formadores. O tema é vital para o presente e o futuro da Igreja na pátria.

Igualmente, espera-se um olhar sereno para a realidade nacional. Os Bispos sofrem com o povo brasileiro as incertezas nas quais nos mergulharam. Advêm da crise política, ética, econômica e do dissenso jurídico a alimentar o clima de incerteza, ceticismo e desconfiança nas lideranças. Para onde vai nosso amado Brasil? Para onde somos levados? Diante da percepção da falta de rumo, a palavra de discernimento e de esperança dos pastores da Igreja é aguardada. Será o eco estimulante do Bom Pastor: “Tende coragem, eu venci o mundo” (Jo 16, 33).

Acompanhemos toda a atividade com nossa oração confiante ao Espírito Santo e na intercessão de Maria. Com a devida atenção e senso crítico, procuremos os noticiários das TVs, entre outros, sobretudo, as emissoras católicas que, presume-se, saibam distinguir melhor o que é vinculativo à fé e à comunhão eclesial da simples opinião pessoal de algum Bispo, em matéria prático-pastoral.

Sempre é útil acautelar-se das “redes sociais”, aquelas que alimentam notícias falsas (fake news), gerando versões distorcidas dos fatos e das falas. Muitos que se apresentam como “especialistas” em CNBB e em catolicismo aparecem nestas horas. Acusam e semeiam distorções ou meias-verdades. Nada dizem a favor dos pobres e de transformações sociais. Passam a sensação de uma Igreja dividida em matéria tão importante. Contudo, melhor que se confrontar, alimentando o debate inútil, é desconstruir as deformações. Daí o discernimento não sempre fácil, mas possível.

Proveitoso é ter acesso à conclusão da Assembleia, ao que produz em Documentos, Declarações ou Mensagens. Ao seu tempo, tudo chegará à mão de todos para divulgação, estudo e aplicação. Aliás, é substanciosa, vasta e acessível a obra da CNBB, sempre em sintonia com o ensinamento da Igreja, de sua Doutrina Social e, portanto, em fidelidade ao magistério dos Papas.

Enfim, convém dizer que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e as Assembleias Gerais do Episcopado Nacional nunca contrariaram, puseram em dúvida ou em suspenso a autoridade de Pedro na pessoa de seus sucessores. Esta atitude de fidelidade dá segurança, confiança e serenidade aos nossos católicos que sabem da importância vital para a fé de “sentir com a Igreja”

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