UNIDADE NA PLURALIDADE

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Em linguagem trinitária, o Filho revela o mistério de Deus e, em especial, a missão do Espírito Santo em relação a nós.  Em linguagem dinâmica, diz: “Ele receberá do que é meu e vos anunciará. Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, o que Ele receberá e vos anunciará, é meu” (Jo 16, 14-15). Trata-se da revelação do Mistério com a comunicação da verdade e do seu amor. Deus se doa a si mesmo a nós. Faz-nos capazes no Espírito de O acolhermos na reciprocidade do amor.

Em linguagem trinitária, Paulo afirma nosso relacionamento com Deus pela mediação de Jesus Cristo pelo qual temos acesso à graça, pela fé e a esperança da glória. A esperança, porém, não nos decepciona porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 3, 1-2,5).

A linguagem trinitária expõe o conteúdo da Revelação, o nome de Deus, que a Igreja celebra na solene Liturgia, dirigida ao Pai, por Cristo, no Espírito. Na Solenidade da Santíssima Trindade, somos convidados a contemplar a unidade divina na Trindade, isto é, nas distinções das pessoas.

A vivência da comunhão trinitária ocorre sobretudo na Igreja, Povo de Deus, reunido em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, desde o batismo. Portanto, a Igreja se compreende em íntima relação com a Trindade: Povo de Deus, Corpo de Cristo e Templo do Espírito. Ainda que a ação divina seja sempre trinitária, podemos atribuir a cada pessoa da Trindade algo de peculiar: o Pai é nosso Criador, o Filho é nosso Redentor, o Espírito Santo é nosso santificador.

Em relação às Paróquias, Comunidade de Comunidades, refletem a Trindade Santa. Nelas há comunhão e diversidade de pessoas. Não existe uniformidade. Quanto às Comunidades Eclesiais de Base, evidenciam que a unidade na Trindade motiva comunidades participativas e solidárias. Ao festejarem seu dia com romaria, apresentam o fruto das colheitas partilhado.

A experiência de Deus, vivida pelas Comunidades Eclesiais, se explica pela atuação do Espírito Santo que age através dos pobres, dos simples e dos desapegados para que, sendo filhos e filhas no Filho, tenham Deus como Pai e todos, sem discriminação, como irmãos e irmãs. Descobrem o sentido transformador do Reino de Deus, anunciado por Cristo, como dom e tarefa de santificação, de libertação e humanização. Cuidam de praticar a mensagem evangélica.

Nas Comunidades Eclesiais, há um modo próprio de ler a Bíblia, unindo-a aos desafios da vida pessoal e social, tornando-a palavra comprometida diante dos conflitos e das dificuldades e, sobretudo, das injustiças e desigualdades. Com a Palavra, tornam-se comunidades de oração e de esperança.  Onde há oração e amor e esperança, o Espírito Santo favorece a melhor interação   fé e política, profecia e militância, mística e ação. 

Quanto à diocesanidade, o neologismo nos remete ao sentido da Diocese, a Igreja Particular que possui todos os elementos de eclesialidade. Portanto, é verdadeira Igreja de Cristo, estando unida à Igreja Universal, em obediência filial ao Papa Francisco, Sucessor de Pedro. Expressa a unidade na pluralidade, a comunhão na diversidade de tantas expressões que compõem a Diocese de Iguatu. Um dia de diocesanidade serve para reconhecer nossa pertença à Igreja Particular ou Diocesana, na unidade de diversas expressões que a constituem.

DESTACAMOS COM ALEGRIA OS FESTEJOS DO CENTENÁRIO DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DAS DORES, EM SENADOR POMPEU, À TARDE DO DOMINGO.  GRATIDÃO A SANTÍSSIMA TRINDADE, NOSSO DEUS, E A MARIA, NOSSA MÃE, E AOS QUE ESCREVERAM A HISTÓRIA DOS 100 ANOS. AO PÁROCO E A TODOS OS PAROQUIANOS QUE PREPARARAM O CENTENÁRIO, NOSSO RECONHECIMENTO.

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