SÃO PEDRO E A NOVA PARÓQUIA

Com imensa satisfação, comunico aos caríssimos diocesanos que, no próximo dia 14 de junho, teremos uma nova paróquia em São Pedro do Norte.

Será chamada São Pedro Apóstolo, entregue aos cuidados pastorais do Padre Márcio Basílio Soares. Toda paróquia se distingue como sendo uma Comunidade Eucarística. Por isso, possui um sacerdote à frente para que não lhe falte o Pão da Palavra e o Pão da Eucaristia: Cristo Mestre, Alimento, Pastor.

A propósito, Pedro presenciou o sinal da multiplicação dos pães que antecedeu ao sermão eucarístico. O realismo simbólico do ensinamento é claro: Jesus é o novo maná, pão vivo descido do céu; comer sua carne e beber seu sangue é possuir a vida eterna. Os ouvintes rejeitaram. Afastaram-se escandalizados. Contudo, diante da rejeição, Jesus perguntou aos doze: Quereis retirar-vos também? Pedro respondeu: ”A quem iremos? Só tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos e conhecemos que tu és o Santo de Deus” (cf. Jo 6, 66-69).

Com tais palavras retomou a profissão de fé cristológica pronunciada em Cesareia: “Tu és o Cristo, Filho do Deus vivo” (Mt 16, 16) Em ambas as declarações, faz-se intérprete dos demais apóstolos. Torna-se também nosso intérprete, de homens e mulheres em todos os tempos. Por conseguinte, interpreta a fé dos católicos na próspera São Pedro do Norte. Importa dizer isto.

A fé petrina ainda estava no início, a caminho. Somente com a experiência dos acontecimentos pascais, chegaria à plenitude, pela ação do Espírito Santo, até ao testemunho do martírio. Entretanto, era fé genuína, aberta à experiência pessoal com Cristo, progressivamente.

À semelhança da fé do Apóstolo, a nossa é inicial, mas progressiva, pois, está também aberta e pode ser percorrida por um longo caminho. Trata-se do itinerário diferenciado da vida e, de modo especial, da realidade dinâmica da própria fé. Inclusive, ela pode diminuir ou crescer. Pode enfraquecer-se ou robustecer-se. Pode dar poucos ou abundantes frutos. Inclui os riscos relacionados com a fraqueza humana que, entretanto, podem ser superados pela ação da graça. A graça é que mantém a vitalidade da fé. Precisam ser pedidas.

Podemos compreender o ministério de um pároco que assume a função de alimentar o rebanho de Cristo. Como? Pela Palavra, pela Eucaristia e pelo testemunho. A compreensão vale para os agentes de pastoral, fiéis leigos e leigas tão generosos das Comunidades anexas à nova Paróquia. Reabastecem e são reabastecidas porque a paróquia é Comunidade de Comunidades, isto é, de pessoas crentes. Por isso, o espírito comunitário é vital. Facilita a cooperação na graça. Difunde a fé tal como se manifesta em todos e por cada um.

Que nossos diocesanos orem pela nova Paróquia. Sintam-se alegres pelo crescimento pastoral e espiritual que ela representa. Unam-se, nesses dias, pedindo a bênção de nosso Deus, a intercessão de Maria Santíssima e a proteção de São Pedro pelos frutos a serem colhidos. Sejamos agradecidos, pois a nova paróquia é resultado da colaboração de muitos: irmãos e irmãs.

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