MARIA DO ADVENTO E DA EXPECTAÇÃO

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Celebrar a Imaculada Conceição é reconhecer que Maria, além de ter sido projetada pelo desígnio eterno do Pai, foi também preparada pela ação do Espírito Santo, desde o início de sua concepção, para ser um templo vivo do Filho de Deus Encarnado.

A oração do dia bem esclarece: “Ó Deus, que preparastes uma digna habitação para o vosso Filho, pela imaculada conceição da Virgem Maria, preservando-a de todo o pecado em previsão dos méritos de Cristo, concedei-nos chegar até Vós purificados…”

Celebrar a Imaculada Conceição é, portanto, reconhecer o papel singular do Espírito Santo na obra da redenção como sendo a condição de sua possibilidade.  Primeira remida, Maria é cheia de graça, por obra do Espírito. Ele possibilita que a Imaculada seja cooperadora íntima da Encarnação, como diz o anjo: “ O Espírito virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra” (Lc 1, 35).

Sem o Espírito Santificador não existiria Maria Santíssima. Sem a Imaculada e o Espírito Santo não haveria o Natal de Jesus Salvador. Ela é também a Mulher do Advento. A Mãe. A Genitora. A Nova Eva. Seu nome é Expectação, pois prepara a chegada e acolhe o Mistério que nela crescia. O Emanuel prometido já é presença em Maria.

O Papa Francisco, neste advento, nos deu um belo presente de Natal: a Carta Apostólica Admirabile Signum. Boas reflexões. Diz-nos do presépio, sua história, seu valor, seu significado, sua atualidade. Dá-nos um novo incentivo para que façamos nosso presépio. A pobre estrebaria se torna um presépio, rico de amor, que Maria e José prepararam. Na meditação, podemos nele nos incluir, de modo criativo e orante.

Oportunas reflexões. Em tempo de secularização da cultura católica quando Natal é mais Papai Noel, árvores luminosas do que o Menino Deus, convém retomar o Presépio. Ele põe Jesus no centro e Maria com José, ajoelhados em adoração e em silêncio.

A propósito de Maria, na cena do presépio, nosso Papa afirma: “Maria é uma mãe que contempla o seu Menino e O mostra a quantos vêm visita-Lo. A sua figura faz pensar no grande mistério que envolveu esta jovem, quando Deus bateu à porta do seu coração imaculado. Ao anúncio do anjo que Lhe pedia para Se tornar a mãe de Deus, Maria responde com obediência plena e total. As suas palavras –“eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38) -são, para todos nós, o testemunho do modo como abandonar-se, na fé, à vontade de Deus. Com aquele “sim”, Maria tornava-Se mãe do Filho de Deus, sem perder –antes, graças a Ele, consagrando-  a sua virgindade. N’Ela, vemos a Mãe de Deus que não guarda o seu Filho só para Si mesma, mas pede a todos que obedeçam à palavra d’Ele e a ponham em prática (cf. Jo 2, 5) ”.

A Imaculada é um sinal luminoso da vitória da graça sobre o pecado. A Imaculada ajuda-nos a conviver com a ação da graça libertadora. Ela favorece que preparemos a celebração do Natal, pela liturgia e pela devoção, afim de que possamos renascer em Cristo: “deveis nascer do alto” (Jo 3,7). Ele nos estimula a reavivar a graça batismal.  

À Imaculada, enfim, se aplicam as palavras proféticas: “Porei inimizade entre ti e a mulher…” (Gn 3,15). Agraciada, vencendo e afugentando o Maligno, ela nos aproxima do Sumo Bem, Jesus de Belém. Por isso, cultivemos a dimensão mariana do Advento.

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