Comunicação Social

A Solenidade da Ascensão do Senhor coincide com o Dia das Comunicações Sociais por determinação do Papa Paulo VI, que percebeu a ligação entre os dois temas.

Desde então, os papas têm mandado mensagens para o dia, o que tem enriquecido o magistério eclesial sobre a matéria.

O próprio Papa Paulo VI escreveu na Evangelii Nuntiandi, n. 45: “Postos a serviço do Evangelho, tais meios são susceptíveis de ampliar, quase ao infinito, o campo para poder ser ouvida a Palavra de Deus e fazem com que a Boa-Nova chegue a milhões de pessoas. A Igreja viria a sentir-se culpável diante do seu Senhor, se não lançasse mão destes meios potentes que a inteligência humana torna cada dia mais aperfeiçoados”.

Desde então e na trilha do Vaticano II com o Documento Inter Mirifica, houve um maior esforço de presença da Igreja nestes meios inclusive com a aquisição dos mesmos ou de modernização dos existentes.

Reconhecemos e agradecemos aos que trabalham na imprensa católica, no rádio, na televisão e internet com programação confessional ou de autoajuda. Algumas Congregações e Novas Comunidades ou Institutos de Vida Consagrada tornaram o projeto uma realidade, apesar da escassez de recursos humanos e financeiros que tais meios exigem. Nas dioceses do Brasil, a Pastoral da Comunicação (Pascom) é uma realidade em contínuo aperfeiçoamento. Sinal dos tempos e resposta do Espírito às novas necessidades.

Na Ascensão nos é lembrada a missão de evangelizar dada pelo Ressuscitado, antes de partir: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos”(M 28,19). Tal dinâmica de ir e de fazer põe a comunicação no centro das atividades da Igreja. Estabelece-se em Pentecostes mediante o dom das línguas: “cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua”( At 2, 6). Indica, assim, a comunicação da mensagem e sua atualização e expansão.

Ao contrário de Babel que é símbolo da confusão das línguas ou expressão de desentendimento coletivo, Pentecostes é a integração de todos os idiomas na mesma fé porque a redenção é universal e deve ser anunciada a todos. Por isso, a experiência não é só a descida do Espírito em forma de línguas de fogo, mas também e especialmente são os efeitos testemunhados: “todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus em nossa própria língua” (At 2, 11).

O próprio Espírito que proporcionou a Pedro iniciar a missão em praça pública com um discurso é quem capacita aos membros da Igreja ao trabalho mediante dons e carismas: “Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos” (1 Cor 12, 4-6).

Muitas vezes João Paulo II, o midiático, agradeceu aos jornalistas que o acompanhavam em suas visitas o fato de divulgarem suas mensagens e sua imagem. Também o serviço de divulgação da Igreja, quando isento de preconceitos, por tais profissionais e meios, merece reconhecimento.

Igualmente, Bento XVI foi homem de diálogo, pautado na caridade e na verdade, dois temas recorrentes de seu ministério. Não se recusava a entrevistas com os profissionais da imprensa e a dar coletivas, respondendo a temas bastante delicados e complexos da vida da Igreja. O mesmo se diga do Papa Francisco. Ele se dirige a todos com reconhecida simpatia e ternura. A Igreja em saída é a marca de seu ser e dizer. Torna mais viva e estimulante a comunicação evangélica no mundo contemporâneo.

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