A IGREJA E SEU DIÁLOGO COM O MUNDO

Spread the love

 A Igreja, serva de Jesus, está situada em meio ao mundo, mesmo estando num nível acima dele, haja vista ser, ela, a congregação do povo de Deus, a reunião dos seus filhos, remidos pelo Sangue de Cristo, derramado na cruz.

 Particularmente, da Modernidade para cá, tenta-se excluir a Igreja, com seu grande valor, das rodas de discussão e deliberação sociais. Alega-se que o Catolicismo é uma estrutura obsoleta, “caduca”; esquece-se, porém, que foi ele a grande força motriz dos séculos, prestando meritórios serviços, em diversos âmbitos da vida humana. A esta tarefa – eliminar a Igreja do seio da sociedade –, muitos teóricos dedicaram as suas vidas, sem, contudo, verem o resultado esperado.

 Cristo entregou sua Igreja a São Pedro, Príncipe dos Apóstolos, afirmando que as “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). Trata-se, ela, duma instituição, simultaneamente, divina e humana: Deixada por Deus, é feita de homens, que, mesmo pecadores, contam com os auxílios da graça divina. Assim, não nos cabe, enquanto cristãos católicos autênticos, afirmar: “Não creio na Igreja, porque ela é cheia de pecadores!”

 É óbvio que, nós, que formamos uma das esferas – em que divide-se o Catolicismo –, a comunidade militante (vivos), temos nossas faltas; por isso, recorremos à misericórdia do Senhor, dispensada pela Igreja, especialmente, pelos Sacramentos. E, pela fé, estamos unidos às outras comunidades, a padecente (falecidos que jazem no purgatório) e a triunfante (santos); todos, enfim, pertencentes ao Cristo, pelo Batismo, que nos lavou da culpa original.

 Meus irmãos, amemos a Igreja: amemo-la, acima de qualquer erro humano, confiando que o rebanho pertence ao Bom Pastor, que a todos conduz! Entreguemo-nos à providência, como fez a Santa Virgem, e cooperemos com a causa do Reino, com esperança e coragem! Assim, mostraremos, com palavras e obras, ao mundo, a beleza da Santa Mãe Igreja, indispensável para a humanidade! Sejamos bons filhos desta terna mãe!

Texto: Pedro Lucas Teixeira Mendes, seminarista de Teologia.

Deixe uma resposta