A CIDADE EM FESTA

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A festa mais popular da Cidade de Iguatu é o dia da Padroeira, Senhora Sant’Ana, em 26 de julho. A novena preparatória expressa sentimentos próprios de quem festeja. Existe um motivo a mais em 2019: os 300 anos da chegada da imagem a Iguatu.

São dias de integração dos católicos e de suas famílias, especialmente na Praça da Matriz. Os ausentes retornam à Cidade para participarem nos festejos junto com os seus. Além disso, são homenageados diversos profissionais que cooperam com a edificação da Cidade para torna-la mais humana e ordeira.

Outrora, no tempo da catequese indígena dos jesuítas, existia o aldeamento Terra da Telha do qual, aos poucos, se originaria Iguatu que se firmou a partir da via férrea. Recentemente, recebeu o título de cidade da avó, pois Ana com Joaquim seu esposo, os pais da Mãe de Jesus, são os avós do Menino Deus.

Enche-nos de ternura observar, na longa procissão do dia 26 de julho, a presença bastante jovial dos idosos, especialmente as avós e bisavós. Caminham a pé. Percorrem as ruas da Cidade até a Praça da Matriz onde todos recebem a bênção do Santíssimo Sacramento. Simboliza a Igreja em marcha, a caminho do novo horizonte.

O dia de Sant’Ana ocasiona pensarmos a Cidade que construímos. Ela é o retrato dos moradores. Nela se vive a cidadania. Ou não. Visibiliza a sociabilidade em suas várias expressões: associações e instituições com as finalidades econômica, cultural, social, esportiva, recreativa, profissional, política e religiosa. Negativamente, visibiliza também as diferenças de oportunidade e os contrastes sociais.

Na Cidade, há a presença da Igreja Católica enquanto sede de Diocese, nas suas Paróquias, Quase-Paróquias, Comunidades, Movimentos, Associações. Os católicos muito contribuem para os valores éticos na vida pública, profissional e familiar. Servem ao bem comum. Animam-na com a caridade e a esperança. Sabem, porém, que “se Deus não constrói a casa, em vão trabalham os seus construtores; se Deus não guarda a cidade, em vão vigiam as sentinelas” (Sl 127). Quer dizer: Deus cuida da Cidade, porém, com nossa participação laboriosa e honesta.

 O primeiro motivo para venerarmos Ana e Joaquim é o fato de serem justos do Antigo Testamento e fiéis à Lei e à Aliança. Esperavam o Messias do Senhor. Mais do que celebrar a importância inegável do seu parentesco físico, importa o espiritual que nos une a eles: “Felizes os que ouvem a palavra de Deus e a observam” (Lc 11, 28). São dignos de nossa imitação.

São também intercessores. Participam da Jerusalém celeste, cidade dos eleitos. Unidos ao Cristo e no Espírito, eles dirigem conosco as preces ao Pai. Peçamos ao santo casal por nossas famílias, crianças, jovens e velhos, presos e pobres, os enfermos e moradores de rua. Peçamos, especialmente, pela Igreja Católica na Cidade para que seja fiel a Cristo Jesus.

Quanto à imagem de Senhora Sant’Ana é um bem espiritual e cultural inestimável. Bela escultura. Foi roubada, certa vez. Entretanto, graças aos esforços e ao zelo de Dom José Mauro foi encontrada e recepcionada em seu retorno. Iguatu é o seu lugar.

O simbolismo da imagem fala à Cidade. Ana ensina Maria a ler as Escrituras. A mãe passa à filha os ensinamentos da fé, a sã doutrina. Possa ensinar-nos a ouvir Jesus, o Mestre, para que tenhamos intimidade com sua palavra e plena adesão aos seus ensinamentos. Sant’Ana nos aproxime de Maria e de Jesus! Sant’Ana nos ajude a preservar no tempo presente a tradição da Cidade rumo à celeste!

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