VÍRUS REAL E VÍRUS VIRTUAL

O COVID 19 faz suas ameaças por onde chega. Abala as economias, modifica hábitos, determina as ações, fecha as igrejas, obriga ficar em casa. Dá valor a quem tem: cientistas, pesquisadores, infectologistas, pneumologistas, enfermeiros e profissionais da limpeza hospitalar e pública. Prioriza as Políticas de Saúde e de Saneamento. O novo corona-vírus traz a morte, é verdade, mas nos faz lutar pela VIDA e a SAÚDE. Ajuda a nos unirmos em família, a preservarmos os velhos e as crianças.

‘Viralizou na Internet’, costumamos dizer. Refere-se a um dos instrumentos de comunicação que possui a força (da virtus latina) de dizer, além de qualquer fronteira de espaço e tempo. Possui o poder de transmitir a notícia verdadeira e a falsa. Pior: transmitir o falso como sendo verdadeiro. Quanto ao vírus virtual, diz-se do dispositivo modificado e destruidor que invade e dissemina e altera os computadores.

Gente que não merece ser nomeada alimenta suspeitas contra cientistas e médicos, dando a falsa percepção que o vírus apenas provoca um simples resfriado e que a Imprensa exagera e dissemina pânico. Alguns líderes religiosos (certamente não católicos) pretenderam combater e vencer só com a convicção da fé. Neste clima de incertezas, o conceito de “vírus virtual” migrou da Informática e foi residir na fala destes marqueteiros da desinformação que favorecem o vírus real que se propaga, contamina e pode matar.

Como detectar a fala irresponsável, o parecer errado, a opinião insensata e a má fé? Como discernir a verdade da falsidade? Como deixar de rir do trágico e de fazer piadas de mau gosto? É simples, levando a sério o MÉDICO. Só na área médica se encontram respostas que nos ajudam à prevenção: ficar em casa e lavar as mãos com sabão ou álcool gel, fugir de aglomerações e enfrentar a PANDEMIA com responsabilidade social. Não precisa acumular alimentos e outros, pensando só em si e ignorando a coletividade.

Também é preciso priorizar. A vida vem em primeiro lugar como dom. A economia há de estar a serviço da vida. Segue a fé que dá sentido à existência inclusive à dor e à morte. A Palavra de Deus, contida nas Escrituras, é luz para os passos de quem luta pela vida.

A Legião de Maria reza, pedindo ao Senhor que lhe conceda: “uma fé firme e inabalável como a rocha, que nos conserve calmos e resolutos no meio das cruzes, trabalhos e decepções da vida”. A seguir, pede uma “fé corajosa”. Certamente, o momento é de insistir na fé firme, inabalável e corajosa, porém, adulta e comprometida com o outro.

Depois do médico, é importante a função do SACERDOTE. Em dias tenebrosos, ele é Ministro da confiança e da esperança em Deus. Orante, ele entra nas casas e nos lares para rezar com as famílias. Já exercia tal serviço, mas o intensifica através dos meios de comunicação. Faz das residências um templo, a extensão da Matriz. O padre midiático vai ao encontro dos seus paroquianos porque as igrejas precisam ficar fechadas.

O que era um projeto, torna-se realidade vital: a IGREJA DOMÉSTICA, alimentada pela certeza da presença de Jesus: onde dois ou três estiverem reunidos em seu Nome, Ele está no meio. Vivencia-se o mistério da Igreja: Povo de Deus, Corpo de Cristo, Templo do Espírito. Adora-se “em espírito e em verdade”, no recinto do convívio familiar, pois, a FAMÍLIA QUE REZA UNIDA EM CASA, PERMANECE SAUDÁVEL. Porém, resta a pergunta: Que fazer com quem mora na rua e não tem para onde ir? Abriga-los!

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