MÃE E EDUCADORA

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A imagem de Nossa Senhora de Fátima chega a Iguatu na Vigília da Solenidade da Assunção de Maria aos céus, vinda da cidade do Rio de Janeiro, da Associação Arquidiocesana Tarde com Maria que erigiu no Rio uma réplica do Santuário das Aparições. Não poderia haver data melhor quando a Igreja começa a celebrar a glorificação da mulher, bendita entre todas, escolhida para ser a Mãe de Jesus.

A imagem chega ao aeroporto de Iguatu, percorre a cidade em carreata até a Catedral de São José com a multidão exultante e calorosa do Povo de Deus. Recebida festivamente pelo bispo e o prefeito e demais autoridades e, sobretudo, pela população permanecerá nas Paróquias de Iguatu; a seguir, será levada aos diversos municípios do centro-sul do Ceará, visitando todas comunidades paroquiais da Diocese.

Quando se trata de Maria, nunca se diz que seja uma simples imagem que chega. É a Mãe de Jesus que nos visita e nos fala ao coração. Especialmente, a imagem da Senhora de Fátima que nos recorda que a Santíssima Virgem, visitou a terra, em 1917, na pequena aldeia de Portugal, aparecendo seis vezes aos pastorinhos: Lúcia, Francisco, Jacinta, na Cova da Iria.

Há 100 anos, a situação histórica era crucial para o mundo e a Igreja. A problemática ideológica, política e econômica levou a humanidade às duas guerras mundiais, ao holocausto dos judeus, às explosões da bomba atômica, à perseguição à Igreja Católica, à corrida armamentista e à guerra fria.  Tais ideias e práticas respingam ainda neste século com outras roupagens pós-modernas que desconstroem a verdade e a ética. Dão à Mensagem de Fátima, um frescor de atualidade.

Maria surpreende como sempre ao mundo católico, em tempos de crise, perseguição e perplexidade. Escolheu aparecer às três crianças, pobres e iletradas, adaptando-se à linguagem e à fantasia infantis, sobre temas adultos. A elas confiou tarefas fáceis quando se trata de oração e outras difíceis, como fazer sacrifícios e guardar segredos, sobretudo, o terceiro a envolver até o Papa.

Maria, em Fátima, na mensagem para o mundo, comprometeu a Igreja e os papas. Insistiu sobre a oração do rosário pelo fim da guerra e a obtenção da paz. Que o terço fosse diário. Incentivou os sacrifícios pessoais oferecidos pela conversão dos pecadores. Apresentou a existência do purgatório. Mostrou o inferno às crianças. Pediu a devoção reparadora ao seu Coração. Quanto ao Papa, ele consagrasse ao seu Coração o mundo e a Rússia. Esta haveria de espalhar seus erros por toda a parte. Enfim, um brilho de esperança: seu Coração Imaculado triunfaria.

Maria em Fátima nos fala de conversão. Desafia-nos a obter a paz com a arma da oração. Incentiva-nos à confissão e à comunhão eucarística aos cinco primeiros sábados em reparação às ofensas ao seu Imaculado Coração. Portanto, fala-nos  da vida sacramental.

Na aparição do dia 13 de junho, Nossa Senhora disse à Lúcia: “Quero …que rezeis o terço todos os dias e que aprendam a ler”. Maria quer a alfabetização que inclui a interpretação do que se lê, inclusive, suas aparições, os segredos, ensinamentos e símbolos para decifrar os trágicos “sinais dos tempos”. Isto coube à Irmã Lúcia. Hoje, cabe também a nós.

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