É HORA DE FORTALECER AS PEQUENAS COMUNIDADES ECLESIAIS

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Nos últimos tempos, as TVs e as Mídias Modernas têm sido um precioso instrumento na tarefa evangelizadora. Mas por vezes concentraram muito da atenção dos fiéis e se mostraram quase a única forna de “ser Igreja”, chegando a substituir ou até dificultar a caminhada das comunidades, paróquias e dioceses.

As últimas notícias sobre negociações de patrocínios e acordos entre alguns destes canais de TV e o Poder Público, expuseram a fragilidade de um modelo de evangelização que tem predominado em nosso cenário eclesial. Essa crise expõe o caráter sedutor deste modelo, marcado pela fantasia de uma igreja das massas, dos shows e dos holofotes, de um esquema que custa muito caro e ilude pelas imagens e cores, mas carrega contradições que se tornam quase insuperáveis

As Diretrizes Gerais de Evangelização no Brasil (DGAE) 2019-2023 apresentadas pelos Bispos do Brasil nos trouxeram com clareza a necessidade de um esforço concentrado na valorização, incentivo e formação de Comunidades Eclesiais Missionárias – chamadas de “Pequenas Comunidades”.

Nelas os católicos são convidados a se reunir ali mesmo onde vivem, nas ruas, condomínios, aglomerados, edifícios, unidades habitacionais, bairros populares, povoados, aldeias e grupos por afinidades. Essas comunidades de batizados formam uma verdadeira rede, em comunhão com a suas Paróquias e Dioceses.

Nestas Comunidades os batizados refletem a Palavra de Deus em pequenos Círculos Biblicos, celebram a Eucaristia, experimentam a fé e o testemunho de fraternidade, de casa em casa, partilhando as alegrias e tristezas, enfrentando os desafios, à Luz do Evangelho de Jesus Cristo. Tudo longe dos holofotes e livre do peso de estruturas sufocantes e de alto custo inclusive financeiro.

Percebo que esta crise nos aparece como uma oportunidade: é chegada a hora de FORTALECER as Comunidades Eclesiais de Base, fermento de uma Igreja junto do povo, com nossa cara, nossa cor, nosso chão. São as pequenas Comunidades Elesiais Missionárias de que nos falam as DGAE.

Elas são um jeito simples de ser Igreja, lugar da Comunhão e da Partilha, onde as estruturas não pesam tanto, não nos prendem a esquemas caducos e viciados.

Um jeito sóbrio, alegre e evangélico de caminhar como IGREJA DE JESUS CRISTO a caminho do Reino Definitivo. Elas são o fermento na massa! Sementes de transformação… aurora de um novo amanhecer.

‘Eu sou feliz é na Comunidade”

Pe João Batista Moreira – Coordenador de Pastoral – Diocese de Iguatu-CE.
7 de junho de 2020
Solenidade da Santíssima Trindade
FESTA DAS COMUNIDADES

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