LITURGIA E FÉ

Sexta, 19 Maio 2017 21:39

Maria, Mãe de Deus e nossa! A veneração de Maria no Ano Litúrgico

O Ano Litúrgico oferece aos fiéis a possibilidade de um encontro profundo com Cristo, celebrando todo o seu mistério, no desenrolar do ano e, particularmente em dias determinados: o Domingo, o Tríduo Pascal e as outras Solenidades, bem como as festas do Senhor.

Unida ao Mistério de Cristo, a Igreja celebra, também, a memória das santas testemunhas, homens e mulheres que viveram em transformadora comunhão com Ele: em primeiro lugar, Maria, depois os mártires e, em seguida, todos os outros santos e santas.

 

Rito celebrado

A obra da reforma litúrgica pós conciliar, desejando que a participação dos fiéis se tornasse cada vez mais consciente, ativa e frutuosa, deu especial atenção para com a veneração de Maria, Mãe de Deus. Tal devoção mariana mostra-se inserida no desenrolar do Ano Litúrgico, cujos textos – orações, hinos e leituras – podem ser encontrados naqueles livros que constituem o “eixo da oração litúrgica romana” (MC 14)[i], ou seja, o Missal, o Lecionário e a Liturgia das Horas. Há frequentes “expressões de amor e de suplicante veneração” também em outros livros litúrgicos.[ii]

Assim, o Calendário Geral do Rito Romano oferece às comunidades dias específicos para as celebrações marianas, situando-as no tempo litúrgico e apresentando-as ligadas ao seu “necessário ponto de referência: Cristo” (MC 4). Maria aprece, desse modo, inserida no mistério da salvação, e não à margem dele, como às vezes certas pregações e orações atualmente têm dado a entender.

O Calendário Romano[iii] apresenta as duas primeiras solenidades marianas intimamente unidas ao sentido do Ciclo do Natal. A Imaculada Conceição, no Tempo do Advento (08/12), revela uma radical preparação para acolher o Salvador que vem. Neste mesmo período, a Virgem Maria é recordada muito especialmente nos dias da “expectação” (de 17 a 24 de dezembro) e no último Domingo do Advento. O Tempo do Natal, em seguida, particularmente com a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus (01/01), é, segundo o Beato Paulo VI – MC 5 –, “uma memória continuada da Maternidade divina, virginal e salvífica daquela que deu ao mundo o Salvador”.

Ao longo do ano, há duas celebrações que retomaram, com a reforma litúrgica, seus antigos títulos: Apresentação do Senhor (e não mais Purificação da Bem-aventurada Virgem Maria) e Anunciação do Senhor (e não mais Anunciação da Bem-aventurada Virgem Maria); mesmo não sendo especificamente marianas, essas festividades continuam a ser conjuntamente de Cristo e de sua Mãe. Outras comemorações marianas fazem memória de “eventos ‘salvíficos’ em que a Virgem Maria esteve intimamente associada ao Filho” (MC 7): Visitação de Nossa Senhora (31/05); Natividade de Nossa Senhora (08/09); Nossa Senhora das Dores (15/09).

Encontram-se no Calendário Romano geral – e também nos Calendários particulares – muitas outras comemorações marianas ligadas a eventos eclesiais ou a um culto local, que, posteriormente, ganharam horizontes mais vastos, como por exemplo: Aparecida (12/10), Guadalupe (12/12), Fátima (13/05), Lourdes (11/02), Dedicação da Basílica de Santa Maria (05/08) e Nossa Senhora do Rosário (07/10). Isso, sem considerar a devoção mariana cultivada e propagada por Congregações religiosas.[iv]

Ao longo do Tempo Comum, quando aos sábados se permite uma memória facultativa, a Liturgia propõe a Memória de Santa Maria no sábado (IGLH 240).[v] E, independentemente do desenrolar do Ano Litúrgico, a mesma Igreja faz contínua referência a Maria na recitação do Creio em cada domingo, na Oração Eucarística e nas Vésperas – cantando o Magnificat. Ao encerrar o dia, todas as noites nas Completas, depois da Oração conclusiva se diz sempre a bênção [...] e em seguida, canta-se uma saudação a Maria, reservando para o Tempo Pascal a Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia!

Essa apresentação, apesar de breve, ajuda-nos a compreender como a devoção mariana está amplamente presente no culto eclesial e é garantida pelo Calendário litúrgico, seja aquele geral, sejam os particulares. Isso, considerando apenas a Liturgia, sem entrar no vasto mundo da piedade popular mariana[vi], com suas procissões, ladainhas, novenas e o rosário, manifestações tão estimadas pelo povo.

Assim, permanece um questionamento: diante desse conjunto de comemorações e referências marianas teríamos ainda necessidade de incluir Ave-Marias e Consagrações dentro da missa, como infelizmente temos visto acontecer?

 

Teologia

O Ano Litúrgico, restaurado pelo Concílio Vaticano II, procurou manifestar mais claramente que a Igreja no ciclo anual, em dias específicos, celebra toda a obra da salvação realizada por Jesus Cristo (SC 102). Assim, fazendo memória do mistério inteiro de Cristo – desde a Encarnação e Nascimento à Ascensão, ao Pentecostes, à expectativa da feliz esperança e da vinda gloriosa do Senhor, passando por sua Paixão, Sepultura e Ressurreição –, a Igreja oferece aos seus filhos e filhas a possibilidade de tomarem parte na salvação e de serem, deste modo, continuamente santificados, cheios da graça de Deus. É a realização histórica daquele “hoje” salvador testemunhado pelas Escrituras[vii] e celebrado na liturgia.[viii]

Ao celebrar a obra da salvação – prenunciada por Deus Pai no Antigo Testamento, realizada em Cristo e continuada pela Igreja, especialmente em sua Liturgia – o Calendário litúrgico põe em destaque Maria, a Mãe de Deus: “Na celebração do ciclo anual dos mistérios de Cristo, a santa Igreja venera com especial amor, porque indissoluvelmente unida à obra de salvação do seu Filho, a Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, em quem vê e exalta o mais excelso fruto da Redenção, em quem contempla, qual imagem puríssima, o que ela, toda ela, com alegria deseja e espera ser” (SC 103). Assim, no novo Calendário Geral da Liturgia romana, a memória da Mãe foi “inserida de maneira mais orgânica e com uma ligação mais íntima” na comemoração anual “dos mistérios do Filho” (MC 2).

O Concílio, portanto, indicou os elementos fundamentais para compreendermos a comemoração de Maria, no desenrolar do Ano Litúrgico: a sua relação com Cristo e em relação com a Igreja.

Maria e Cristo. No que diz respeito à sua relação com Cristo, Maria é apresentada como aquela que está “unida indissoluvelmente” à obra dele.

Na solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, celebramos a ação de Deus que, a fim de preparar para o seu Filho mãe que fosse digna dele, preservou Maria do pecado original e a enriqueceu com a plenitude de sua graça (Prefácio); por ela “nos veio o sol da justiça, o Cristo, nosso Deus” (Antífona da Comunhão).

Maria aparece intimamente associada ao Filho: no mistério de sua Encarnação e do seu Nascimento, pois o Verbo de Deus se fez “homem no seio da Virgem Maria” que “acolheu com amor, [...] Aquele que, para salvar os seres humanos, quis nascer entre eles” (Anunciação do Senhor, 25/03, Oração do dia e Prefácio), e, “completados os dias para o parto, Maria deu à luz o seu filho primogênito, e o enfaixou e o colocou numa manjedoura” (Missa da Noite do Natal, 24/12, Lc 2,7); na manifestação aos Magos, eles, “quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe... e o adoraram” (Evangelho da Epifania, Mt 2,11); na apresentação no Templo, ambos – Filho e Mãe – foram por Simeão abençoados, e, em profecia, o Menino foi apresentado como “sinal de contradição” e a Mãe, traspassada em seu coração (Apresentação do Senhor, 02/02, Lc 2,34-35). Nesses acontecimentos de nossa salvação e, particularmente na Oitava do Natal, a Igreja celebra a maternidade divina de Maria: “Salve, ó Santa Mãe de Deus, vós destes à luz o Rei que governa o céu e a terra pelos séculos eternos” (Santa Mãe de Deus, Antífona de Entrada).

Também na vida pública de Jesus, a sua Mãe se faz presente (LG 58). Em Caná da Galileia conforme relato de João 2,1-11 (2º Domingo do Tempo Comum – C, e Nossa Senhora Aparecida), ela “movida de misericórdia, conseguiu com sua intercessão que Jesus, o Messias, desse início aos seus sinais”. Na pregação do Reino, Jesus proclamou bem-aventurados os que ouvem a Palavra e a colocam em prática (Lc 11,27-28); disso, Maria, era exemplo fiel (Lc 2,19.51). Aqui pode-se retomar Santo Agostinho: “Maria cumpriu, e cumpriu perfeitamente a vontade do Pai, e, por isso, Maria é maior mais por ter sido discípula de Cristo, do que por ter sido mãe de Cristo. [...] Maria era feliz, porque ouviu a palavra de Deus e a pôs em prática”.[ix]

No centro da ação salvadora de Deus, o mistério pascal de Jesus Cristo, a Mãe aparece indissoluvelmente unida ao Filho: na paixão, quando o Filho de Deus “foi exaltado”, Maria estava “de pé, junto à cruz, sofrendo com ele” (Nossa Senhora das Dores, Oração do dia), associando-se “de coração maternal ao seu sacrifício, consentindo amorosamente na imolação da vítima que ela havia gerado” (LG 58); na ressurreição de Jesus, Deus a cumulou de alegria,[x] e a Igreja a saúda: “alegrai-vos, aleluia, pois o Senhor que merecestes trazer em vosso seio, aleluia, ressuscitou como disse, aleluia”;[xi] depois da ascensão do Filho, em Pentecostes, encontramos Maria entre os discípulos dele, “implorando com suas preces o dom do Espírito, que na anunciação já a tinha coberto com sua sombra” (LG 59).

Por fim, a glorificação de Maria, celebrada na solenidade de sua Assunção (15/08), apresenta-a “mais plenamente” configurada ao “seu Filho, Senhor dos senhores (Ap 19,16) e vencedor do pecado e da morte” (LG 59; MC 6): “foi elevada à glória do céu [...] aquela que gerou, de modo inefável” o Filho de Deus “feito homem, autor de toda a vida” (Prefácio).

Maria e a Igreja. Quanto às relações entre Maria e a Igreja, esta a venera com especial amor e a reconhece como o fruto mais sublime da Redenção e contempla nela o que ela mesma, a Igreja, deseja e espera ser (SC 103). “Maria é santa, Maria é bem-aventurada. [...] Maria é uma parte da Igreja, membro santo, membro excelente, membro supereminente, [...] membro do corpo total. [...] A cabeça é o Senhor, e Cristo total é a cabeça e o corpo”.[xii]

Na Visitação de Maria, a Igreja deseja e espera, na docilidade ao Espírito Santo, cantar com a Mãe do Senhor os louvores a Deus, pelas “maravilhas” que ele continua a realizar em favor de seu povo, e “acolher com alegria”, no sacramento, “o Cristo vivo, que João pressentiu com exultação no seio materno” (Oração do Dia e Depois da comunhão).

Ao celebrar a Assunção da “Virgem Maria, Mãe de Deus”, a Igreja peregrina renova as suas forças e vê nela o penhor de sua esperança final: “Aurora e esplendor da Igreja triunfante, ela é consolo e esperança para o vosso povo ainda em caminho” (Prefácio); ela, “nossa Mãe e Rainha”, apoia-nos com sua intercessão para alcançarmos também, no reino do céu, a glória dos filhos e filhas de Deus (Nossa Senhora Rainha, Oração do dia).

Festejando Nossa Senhora Aparecida, “Mãe de Deus e Senhora nossa”, e Nossa Senhora de Guadalupe, “mãe solícita”, a Igreja amplia os horizontes de sua súplica, olhando para a nação brasileira e o continente latino-americano: que o povo brasileiro possa viver na paz e na justiça, e chegar um dia à pátria definitiva (Oração do Dia), e os povos da América Latina, posam “crescer constantemente na fé e alcançar o desejado progresso no caminho da justiça e da paz” (Oração do Dia).

Maria aparece unida à Igreja também nas referências que a ela são feitas nas Orações Eucarísticas [OE]. Ao celebrar o memorial do Senhor, sua morte e ressurreição até que ele venha, a Igreja faz constante memória da Mãe de Deus: venera na comunhão eclesial “a sempre Virgem Maria, Mãe de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo” (OE 1); suplica ao Pai a graça de poder “participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus” (OE 2); espera, um dia, nos Céus, “com a bem-aventurada Virgem Maria, com os Apóstolos e Mártires e todos os Santos” louvar e glorificar o Pai, “por Jesus Cristo, seu Filho” (OE 6).

No ritmo cotidiano da oração, seguindo o Ofício Divino, ao entardecer, na oração chamada Vésperas, a Igreja une-se a Maria para cantar o Cântico que ela entoou, o Magnificat, dando “graças ao Pai por sua manifestação na História”, ontem e hoje. “Introduziu-se na liturgia da santa Igreja, diz São Beda, o costume, belo e salutar, de cantarem todos este hino de Maria, [o Magnificat], na salmodia vespertina, para que o espírito dos fiéis, ao recordarem assiduamente o mistério da Encarnação do Senhor, se entreguem com generosidade ao serviço divino e, lembrando-se constantemente dos exemplos da Mãe de Deus, se confirmem na verdadeira santidade”.[xiii]

 

Significado dos ritos para a vida

A referência a Cristo e à Igreja. Procurando relacionar esse nosso tema com a vida, em primeiro lugar é preciso ressaltar que a teologia acima exposta contém muitos elementos para inspirar a devoção mariana, vivendo-a em necessária relação com o Cristo e a Igreja, jamais considerando-a isoladamente.

O testemunho de Maria e dos santos. Outro aspecto importante para essa relação nos é dado pela CNBB[xiv]: “Na comemoração da Mãe de Deus e de todos os santos evocamos o que a Igreja realiza, em Cristo, para a glória do Pai”. Assim, à ternura que a devoção a Maria nos inspira, devemos unir o empenho existencial por marcar nossas vidas com “a escuta da Palavra, o amor incondicional a Cristo e a caridade solícita para com os irmãos, que caracteriza a santidade de Maria”.

Por isso, não podemos separar, na devoção a Maria e aos santos, o que Deus mesmo oferece aos seus filhos e filhas: o exemplo e a intercessão, para serem um povo que caminha. Eis como rezamos continuamente: “Nos vossos Santos e Santas ofereceis um exemplo para a nossa vida, a comunhão que nos une, a intercessão que nos ajuda. Amparados por tão grandes testemunhas, possamos correr, com perseverança, no certame que nos é proposto e receber com eles a coroa imperecível, por Cristo, Senhor nosso” (Missal Romano, Prefácio dos Santo I).

Liturgia e Devoções. O Concílio Vaticano II, SC 13, recomenda as devoções do povo cristão, “desde que estejam em conformidade com as leis e as normas da Igreja”. Insiste, porém, que devem levar “em conta os tempos litúrgicos, de modo que se harmonizem com a sagrada Liturgia”, dela “derivem e a ela conduzam o povo”. Citando essa passagem, Papa Paulo VI – MC 31fala de “duas atitudes que poderiam, eventualmente, tornar vã, na prática pastoral”, as orientações do Concílio Vaticano II. A primeira atitude contrária ao espírito do Concílio provém daqueles que “desprezam os exercícios de piedade,... e criam um vazio que não providenciam a preencher de nenhuma maneira”. A outra é a atitude “daqueles que, à margem de um são critério litúrgico e pastoral, misturam ao mesmo tempo exercícios piedosos e atos litúrgicos”, inserindo na própria Celebração da Missa “elementos que fazem parte de novenas ou de outras práticas piedosas, com o perigo de o Memorial do Senhor não constituir o momento culminante do encontro da comunidade cristã, mas ser como que a ocasião para algumas práticas devocionais”. Assim o papa fez sua a orientação do Concílio – que se harmonizem os exercícios de piedade com a Liturgia – “e não que se suprimam simplesmente... e nem que se confundam com ela. Uma ação pastoral esclarecida, pois, deve, por um lado, saber distinguir e acentuar a natureza própria dos atos litúrgicos; e por outro lado, saber valorizar os piedosos exercícios, para os adaptar às necessidades de cada uma das comunidades eclesiais e torná-los preciosos auxiliares da mesma Liturgia”. A linha de orientação é continuada pelo Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia, de 2001, n.13: “A diferença objetiva entre as práticas de piedade e as práticas de devoção em relação à Liturgia deve ser visível na expressão cultual. Isso significa não misturar as fórmulas próprias de práticas de piedade com as ações litúrgicas; os atos de piedade e de devoção encontram o seu espaço fora da celebração da Eucaristia e dos outros sacramentos”. Misturar é desvalorizar os dois, tanto o ato de devoção quanto a celebração litúrgica.

Portanto, não se deve colocar dentro da missa as orações de Novenas a Nossa Senhora ou outros elementos da piedade mariana ou dos Santos. A Liturgia, diariamente, nas Completas ou Oração da Noite, coloca a saudação a Maria após a bênção conclusiva. Não estaria aqui uma boa indicação para inspirar a prática de nossas comunidades?

Estudo em grupos ou individualmente. Percebe-se cada vez mais em nossa Igreja a necessidade de formação de todo o Povo de Deus: ministros ordenados, religiosos e leigos. Por isso, poderia ser de grande auxílio organizar grupos de estudo, para conhecer e aprofundar: a) Constituição Dogmática sobre a Igreja, Lumen Gentium, especialmente os números 55-69; b) Exortação Apostólica Marialis Cultus para a reta ordenação e desenvolvimento do culto à Bem-aventurada Virgem Maria.

Coletânea de Missas de Nossa Senhora. Acolher com sabedoria pastoral e alegria espiritual a reedição brasileira desse livro litúrgico. Para alcançar esses frutos deve-se estudar com atenção a sua Introdução Geral.

+ Edmar Peron

Bispo de Paranaguá – PR

 



[i] PAULO VI. Marialis Cultus: exortação apostólica para a reta ordenação e desenvolvimento do culto à Bem-aventurada Virgem Maria (02/02/1974).

[ii] O Ritual de Bênçãos, por exemplo, apresenta formulários próprios para a veneração de Maria, no rito da bênção de uma imagem de Nossa Senhora ou por ocasião da coroação de uma imagem dela.

[iii] As comemorações marianas aparecem no Calendário sob o título de solenidades, festas ou memórias. Solenidades: Imaculada Conceição de Nossa Senhora (08/12, Tempo do Advento), Santa Maria, Mãe de Deus (01/01, Oitava do Natal), Assunção de Nossa Senhora (15/08, Tempo Comum), Nossa Senhora da Conceição Aparecida (12/10, Tempo Comum). Festas: Visitação de Nossa Senhora (31/05, Tempo Pascal ou Tempo Comum), Nossa Senhora do Carmo (16/07, Tempo Comum), Natividade de Nossa Senhora (08/09, Tempo Comum), Nossa Senhora de Guadalupe (12/12, Tempo do Advento). Memórias: Nossa Senhora de Lourdes (11/01), Imaculado Coração de Maria (Sábado após a solenidade do Sagrado Coração de Jesus, Tempo comum), Nossa Senhora Rainha (22/08, tempo Comum, após a Assunção), Nossa Senhora das Dores (15/10, após a Exaltação da Santa Cruz); Nossa Senhora do Rosário (07/10, Tempo Comum), Apresentação de Nossa Senhora (21/11, Tempo comum).

[iv] Alguns exemplos: Nossa Senhora Auxiliadora (24/05, Salesianos), Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (27/06, Redentoristas), Nossa Senhora do Carmo (16/07, Carmelitas).

[v] OFÍCIO DIVINO. Liturgia das Horas segundo o Rito Romano: Instrução Geral.

[vi] Para esse tema, pode-se recorrer ao seguinte texto: CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS. Diretório sobre a piedade popular e liturgia: princípios e orientações. São Paulo: Paulinas, 2003.

[vii] Jesus, segundo o Evangelho de Lucas, anuncia esse “hoje” da salvacao: “Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vocês um Salvador” (2,11); “Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura, que vocês acabaram de ouvir” (4,21); “Hoje a salvação entrou nesta casa” (19,9); “Hoje mesmo você estará comigo no paraíso” (23,43).

[viii] Esse “hoje místico” aparece na Antífona do Magnificat das II Vésperas do Natal do Senhor, da Epifania do Senhor, da Apresentação do Senhor, da Ascensão do Senhor e do Domingo de Pentecostes.

[ix] AGOSTINHO DE HIPONA. Sermão 25, in: Antologia litúrgica: textos litúrgicos, patrísticos e canónicos do primeiro milénio. Fátima (Portugal): Secretariado Nacional de Liturgia, 2003, n. 3608.

[x] OFÍCIO DIVINO... Comum de Nossa Senhora: Preces.

[xi] OFÍCIO DIVINO... Completas: Antífona final de Nossa Senhora para o Tempo Pascal.

[xii] AGOSTINHO DE HIPONA. Sermão 25, in: Antologia litúrgica: textos litúrgicos, patrísticos e canónicos do primeiro milénio. Fátima (Portugal): Secretariado Nacional de Liturgia, 2003, n. 3608.

[xiii] BEDA VENERÁVEL. Livro I, Homilia 4, in: Antologia litúrgica: textos litúrgicos, patrísticos e canónicos do primeiro milénio. Fátima (Portugal): Secretariado Nacional de Liturgia, 2003, n. 5731.

[xiv] CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Animação da vida litúrgica no Brasil: elementos de pastoral litúrgica. São Paulo: Paulinas, 1989, nn. 133-135.

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