DIOCESE DE IGUATU
29 de junho de 2018

COLUNAS DA IGREJA

Tertuliano, no século 2, afirmou que Pedro morreu crucificado. Orígenes acrescentou de cabeça para baixo, conforme o uso romano de crucificar os escravos. Recentes escavações confirmam que o príncipe dos apóstolos foi martirizado na colina do Vaticano onde Constantino construiu a basílica. O martírio se deu por volta do ano 64. Por isso, é costume milenar visitar o túmulo de São Pedro em Roma, em peregrinação.

Aquele sobre o qual Jesus fundaria sua Igreja e cuja missão fora confirmada, após a resposta –“Tu sabes que te amo” (Jo 21,17) – acolhe o ofício de apascentar o rebanho enquanto vigário de Cristo e pastor dos pastores: “Apascenta minhas ovelhas” (v. 17), Por isso, o bispo de Roma, sendo sucessor de Pedro, é chamado carinhosamente de Papa ou Santo Padre (=Pai). Recebe nossas orações e felicitações e acolhe nossa veneração filial.

O ministério petrino é serviço em favor da unidade da Igreja e da comunhão a serem mantidas e estimuladas. Disto decorre a necessidade de estarmos unidos ao Papa Francisco, apoiando a tônica de seu apostolado voltado ao despojamento, à simplicidade, à saída rumo às periferias sociais e existenciais, ao sentimento e às práticas solidárias com os sofredores e empobrecidos.

Também Tertuliano atesta que Paulo morreu no ano 67, decapitado, na via Ostiense, perto das Águas Sálvias, a 5 km de Roma ou, como se dizia, “fora dos muros” da cidade. Perto do lugar de seu martírio foi construída a basílica, confiada aos monges desde o século 6.

O apóstolo dos gentios testemunhou o Evangelho com a palavra, as cartas, a vida e a morte. Retrata sua abnegação com as afirmações que merecem ser copiadas na íntegra:

                         “Ainda que livre em relação a todos, fiz-me o servo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. Para os judeus, fiz-me como judeu, a fim de ganhar os judeus. Para os que estão sujeitos à Lei, fiz-me como se estivesse sujeito à Lei –se bem que não esteja sujeito à Lei-, para ganhar aqueles que estão sujeitos à Lei. Para aqueles que vivem sem a Lei, fiz-me como se vivesse sem a Lei –ainda que não viva sem a lei de Deus, pois estou sob a lei   de Cristo, para ganhar aqueles que vivem sem a Lei. Para os fracos, fiz-me fraco, a fim de ganhar os fracos. Tornei-me tudo para todos, a fim de salvar alguns a todo custo. E isto tudo eu faço por causa do evangelho, para dele me tornar participante” (1 Cor 9, 19-23).

Pedro e Paulo personificam a Igreja inteira. A glória do martírio de ambos é celebrada conjuntamente, indicando a unidade da Igreja, conforme dissera Santo Agostinho:

“Um mesmo dia da paixão para os dois apóstolos; mas esses dois eram uma só coisa; embora tenham sofrido em dias diferentes, eram uma só coisa. Pedro foi primeiro; depois Paulo. Celebramos dia festivo dos apóstolos, consagrado para nós pelo sangue deles. Amemos a fé, a vida, as fadigas, das paixões, as confissões, as pregações”.

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Neste ano, a solenidade de Pedro e Paulo celebra-se no domingo, dia 01 de julho. Em todas as igrejas e oratórios comemora-se o DIA DO PAPA e faz-se a coleta do Óbulo de São Pedro.

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No dia 01 de julho, na Diocese de Iguatu, vamos celebrar o DIA DA DIOCESANIDADE com programação, amplamente divulgada.

Um comentário em “COLUNAS DA IGREJA

  1. HO’O PONO PONO, UBUNTU E SÃO PAULO. O que há de comum entre estas duas palavras tão diferentes e São Paulo? São os seus conceitos. E também porque são originárias de culturas de povos antigos que não sofreram efeitos negativos das culturas que se modernizaram, cujas preocupações dominantes contemplam o TER, o PODER e o SENTIR. E qual a relação com São Paulo? É que São Paulo, diferentemente de São Pedro sentiu que as mensagens de Jesus Cristo estavam destinadas à toda humanidade e não para um povo ou aos seus instintos e desejos particulares, também nas orações.
    Assim a cultura ocidental, se resume em se preocupar com possuir, com o poder e com sentir o que lhes seja agradável. Segue, a nossa cultura, a linha do pessoal, do egoísmo e por aí afora. O cristianismo foi influenciado por estas preocupações quando a Igreja até mesmo adotou a guerra como estratégia do Ter, do Poder e do Sentir.
    Podemos reduzir a cultura do HO’O PONO PONO e do UBUNTU de uma forma bem simples, ao compararmos com as definições objeto da nossa cultura, declarando que estas duas culturas antigas se preocupam primeiramente com o SENTIR apenas, mas não da forma egoísta ou individual, mas de forma coletiva.
    A cultura havaiana quando ora, o faz em benefício de outras pessoas, da seguinte maneira: ME PERDOE, SINTO MUITO, TE AMO, SOU GRATO. Se é uma pessoa que é o objeto da oração ela refletirá automaticamente estas palavras e irá curando os seus sentimentos, a sua natureza humana na direção do que representa cada palavra da oração e assim a pessoa acaba se curando. Um psicólogo, após 4 anos de oração, conseguiu esvaziar um manicômio rezando assim, apenas diante das fichas dos pacientes, sem lhes proferir uma única palavra.
    As culturas africanas que adotaram o UBUNTU, também se preocupam com o SENTIR num sentido coletivo e não egoísta e individualista. Tais culturas têm o sentido de pertença à universalidade tão forte que elas cultuam os antepassados, afinal o primeiro casal criado e todas as gerações seguintes até nossos dias fazem parte da humanidade e todos são filhos de Deus, criados por Ele, e sua memória deve ser reverenciada. Assim no cristianismo foi o próprio Jesus que ensinou a jaculatória: “Jesus e Maria, eu vos amo, salvai almas” que resgatou a necessidade de orarmos para as almas do purgatório, onde se encontram muitas almas em sofrimento, até que sejam levadas para o Paraíso.
    Mas, o cristianismo perdeu esta noção, ou melhor, este forte sentimento pela universalidade, tão presente nos ensinamentos de Cristo que se preocupou com a conversão de toda humanidade. Meus livros “Atrairei sobre vós o Poder de Deus”, volume I e II vêm resgatar este sentimento, presente nas culturas antigas, adotados por São Paulo e que são a grande preocupação do próprio CRISTO.
    Assim até no campo da oração ou da Intercessão o cristianismo foi influenciado fortemente pela cultura moderna do Ter, do Poder e do Sentir, tanto que os fiéis pedem graças, mais para si e para os seus familiares do que para a humanidade. Não é uma forma totalmente errada de orar, mas o retorno para o bem comum universal, durante as orações fortalecem o Poder das orações pessoais e atraem muito mais graças, dons e fortalecimento da fé do que as intenções individualistas.
    Afinal é o próprio CRISTO com o Terço da Misericórdia, por exemplo e especialmente Nossa Senhora no livro: “AOS SACERDOTES: FILHOS PREDILETOS DE NOSSA SENHORA”, nas suas 1136 páginas quem detalha o sentido correto para que nossas orações estejam de acordo com a vontade de DEUS, no início do cristianismo, resgatado por SÃO PAULO, semelhante às preocupações das antigas culturas citadas, com a finalidade de converter toda humanidade e apressar o apogeu do SEGUNDO PENTECOSTES. Em resumo, a cultura do materialismo, veio influenciando até as orações cristãs tão preocupadas com o individualismo e desejos pessoais que chegou ao ponto de se oferecer o dízimo a DEUS, reforçado por pedidos individualistas, com o propósito de enriquecimento material (a cultura do Ter, Poder e Sentir), ou seja, a cultura cristã da TEOLOGIA DA PROSPERIDADE. Os livros “Atrairei sobre vós o Poder de Deus” podem ser adquiridos através do e-mail ediss2014@gmail.com
    Edison de Souza Saenz

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